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Oswaldinho do Acordeon II

Oswaldinho Do Acordeon

Filho e Neto de sanfoneiros Baianos de Euclides da Cunha, e de mãe Alagoana, de Palmeira dos Índios.

Nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro.

Aos 8 anos de idade mudou-se com sua família pra São Paulo.

Multiinstrumentista, Compositor, cantor, ele sem duvida é um grande inovador. 

Com 49 anos de carreira e 24 álbuns lançados é considerado um dos grandes instrumentistas brasileiros, com notoriedade dentro e fora do Brasil.

Versátil e ousado, é reconhecido mundialmente pelas “fusões” de estilos musicais em suas obras, além de estar sempre difundindo seu instrumento para a quebra de barreiras culturais.

participou Também em centenas de discos com artistas de vários países.

E sua trajetória registra atuações com as principais estrelas da musica como Luiz Gonzaga, 

Gonzaguinha Dominguinhos Jackson do Pandeiro João do Vale Tom Zé
Nara Leão Milton Nascimento Caetano Veloso Ney Matogrosso Raul Seixas
Fagner Elba Ramalho Rita Lee Djavan Renato Teixeira
Moraes Moreira Pepeu Gomes Tom Zé Edson Cordeiro Sivuca
Lobão Baby Consuelo Alceu Valença    
Manu Di Bango Didier Lockwood Paul Simon Al Jarreaux  
Cassiopeia Pavaroti  Entre Outros  

 

É considerado um dos cinco seguidores mais influentes da legenda de Luiz Gonzaga”, conforme afirma o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

 

Seu Avo Aureliano  foi um grande mestre sanfoneiro na cidade de Euclides da Cunha, próxima da região de Canudos, Bahia,. Ele ajudou a consolidar o estilo nordestino de sanfona de 8 baixos ao lado de Januário, pai de Luiz Gonzaga.

Seu Pai, Pedro Sertanejo foi precursor do forró em São Paulo.

Em 1966, ele fundou na Rua Catumbi, no Brás, o Forró de Pedro Sertanejo, Local que passou a ser um ponto de encontro dos forrozeiros e dos nordestinos. por cujo palco passaram todos os grandes nomes do gênero.

 

Foi radialista e teve um programa na TV cultura sobre Forró.

 

Fundou a primeira gravadora independente, a Cantagalo, onde , quase todos os forrozeiros renomados fizeram seus registros fonográficos.


Seu pai lhe presenteou com uma sanfona de quatro baixos quando tinha cinco meses de vida, antes mesmo de andar e conforme foi crescendo, seu pai foi lhe presenteando com novas sanfonas (De 40, 80 e 120 baixos).

Você começou a tocar sanfona aos 8 anos, arranhando o instrumento, mas que desde pequeno conviveu na em sua casa com mestres da sanfona como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca. 

 Em São Paulo (Para onde sua família se mudou) procurou uma escola de acordeom, mas não encontrou e passou a estudar piano durante uns seis anos.

em 1976 Buscando aperfeiçoamento, conheceu o professor italiano Dante D’Alonzo.

O mesmo  foi seu professor de música clássica e acordeom até o mesmo voltar para Itália e passar a incumbência aos ensinamentos de outro professor italiano Paulo Feolla, no Conservatório Santa Clara.

Seu raro talento lhe rendeu uma bolsa no “Conservatório Dante de Milão” na Itália, onde se formou aos 22 anos

Nos seus trabalhos  procura fundir a música nordestina com outros gêneros, estendendo o uso da sanfona a outros ritmos além do forró e do baião.

Tem uma projeção que vai muito alem das nossas fronteiras, tendo participado em diversos  eventos na Europa e nos Estados Unidos, tais como:

  • Blue Note (Nova Iorque), 
  • Festival de Jazz de Montreux (Suíça), 
  • Festival de Jazz de Chateauvallon (França), 
  • Ball Room (Nova Iorque), 
  • Juan Les Piñs (França), 
  • Festival de Amiens (França).
  • Y., Ball Room N.Y., 
  • 500 anos do descobrimento 
  • Rock in Rio, 
  • além de festivais e encontros dos maiores acordeonistas do mundo em diversos países.

Atuou como solista convidado por Orquestras como: 

  • Jazz Sinfônica de São Paulo, 
  • Orquestra de Câmara de Curitiba, 
  • Orquestra Sinfônica do Paraná, 
  • Orquestra Sinfônica de Santo André, 
  • Orquestra Experimental de Repertório, 
  • Orquestra Jovem do Estado, 
  • Orquestra Infanto-Juvenil de Violões, 
  • Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, 
  • Orquestra Sinfônica de Santos, 
  • Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, 
  • Banda Sinfônica de Cubatão, 

Tanto talento resultou em uma grande homenagem feita pelos europeus, a réplica de suas mãos está exposta no Museu de Reggio Emilia, na Itália, como uma das mais velozes mãos do acordeon.

Já passou das 800 composições. 

 Aos doze anos, você já tocava profissionalmente, na gravadora Continental e em diversos  forrós.

Seu primeiro compacto, ainda como Oswaldo Silva, foi gravado em 1963. 

Nos anos 1980 viajou pelo Brasil acompanhando a cantora e apresentadora Inezita Barroso no “Projeto Pixinguinha”. 

 

Forró in Concert’, em 1980, foi um divisor de aguas em sua carreira, por trazer música clássica para o forró, como a ‘Sinfonia nº 5’ de Beethoven.

A partir daí, assumiu a responsabilidade de mostrar ao mundo que o acordeon é um instrumento sem limites ou barreiras regionais, assim como fez Luiz Gonzaga, nas décadas de 30 e 40, grande mestre do instrumento.

1982 – No ano seguinte, o disco “Forró 2000” trouxe uma versão da composição de Richard Strauss, “Assim Falou Zaratustra”. 

Em 1983 lançou o LP “Céu e chão”, apresentando “Ingazeira do Norte”, do instrumentista e compositor alagoano Gerson Filho e “Anunciação”, uma parceria com Eliezer Setton. 

Em 1986  gravou junto com o pai o álbum “Forró em família”.

Em 1987, no LP “Oswaldinho”, gravou “Lorô”, de Egberto Gismonti, “Aquarela brasileira”, de Ary Barroso, um pot-pourri de Dominguinhos e Anastácia com “Lamento de caboclo”, “Alagoinhas” e “Arrastando as apragatas”, além de três parcerias com Eliezer Setton, “Beija-flor”, “Nó cego” e “Mulé macho”.


1990 – Viagem musical / 
Som Brasil, duelo entre Robertinho Do Recife e Oswaldinho do Acordeon…. Fantástico!!!

Em 1993 lançou com João Parayba o disco “Instrumental no CCBB”, no qual gravou músicas de sua autoria como “Sorriso de Samanta” e “Corre pra não apanhar”, além do clássico choro “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu. 

Em 1994, gravou na Espanha o disco “Vesúvio” pela RGE. Nesse disco, transformou as músicas “Juberlan”, de Pedro Sertanejo, e “Pau-de-Arara”, de Luiz Gonzaga, em um verdadeiro heavy metal, com a utilização de acordeom acústico e midi computadorizado. Regravou também músicas de Chick Corea, Michel Petrucciani, Hirotaka Izum e Astor Piazolla. 

Em 1998 lançou “Ao vivo (no estúdio)”, interpretando na maior parte obras de outros compositores como “Flor da paisagem”, de Fausto Nilo e Robertinho do Recife; “Batuka”, de Carlos Santana; “Sabiá”, de Luiz Gonzaga e Zédantas e “Sebastiana”, de Rosil Cavalcanti.

Em 2002 lançou “Asa branca blues”, pela Kuarup, trazendo entre outras composições, “Hipnose”, de sua autoria; “Baião”e “Asa branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira e “Forró para Pedro”, de Hermeto Paschoal, que teve participação especial nessa faixa, em homenagem a Pedro Sertanejo.

No início de 2003 gravou com Dominguinhos e Sivuca um disco que registrou o encontro de três dos maiores sanfoneiros em atividade no país, produzido por José Milton, com repertório escolhido na hora e arranjos feitos no próprio estúdio, no qual aparecem composições como “Maria Fulô” e “Feira de Mangaio”, de Sivuca, além de muitas de autoria de Luiz Gonzaga, resultando numa homenagem natural ao Rei do baião. 

Em 2003 lançou o CD No mesmo ano outro CD com o título de “Um bom Forró” foi lançado, resgatando suas raízes nordestinas.

Em 2004, assim que o V-Accordion chegou ao Brasil, o presidente da Roland, Sr. Takao Shirahata, entrou em contato com você para que você fosse o primeiro músico brasileiro a testar este acordeon. Conte-nos um pouco como foi esse encontro com o V-Accordion que, ampliou seu repertório de timbres e sons para enriquecer nossa cultura popular.

Em 2005 o álbum “Cada um belisca um pouco” – Dominguinhos, Sivuca e Oswaldinho, foi contemplado com o Prêmio TIM 2005 – de Melhor Disco categoria Instrumental.

Em 2009, lançou o CD “Lição de Casa” – recheado de composições inéditas e algumas regravações e sucessos com seus parceiros, dentre elas “Um Tom pra Jobim” de parceria com Sivuca, “Tenho Sede” (Anastácia/ Dominguinhos), Só Xote (Nelson Aires) e “Oblivion”, música de um de seus maiores ídolos musicais Astor Piazzolla.

Em 2012, Forró Chorado, que apresenta o choro tradicional em roupagens de forró, foi indicado ao Latin Grammy.

Em 2013, lançou, ao lado de Socorro Lira, o CD “O Samba do Rei do Baião”, com apoio do Instituto Memória Brasil, Genesis Music, Banco do Nordeste e do Governo Federal. No projeto, a palavra samba foi utilizada como sinônimo de festa. O disco apresentou, na voz dele e de Socorro,  14 obras de Luiz Gonzaga, compostas em parceria com nomes como Humberto Teixeira, Zé Dantas e Miguel Lima, em diversos ritmos, como baião, carimbo, fado, choro, maracatu, aboio, valsa e coco.  

 

Sanfona de 7 Baixos que Luiz Gonzaga deu de presente para Osvaldinho do Acordeon.

Luiz Gonzaga e Osvaldinho do Acordeon

 Dominguinhos e Osvaldinho do Acordeon

Mestres Sivuva e Osvaldinho do Acordeon

Participação no Rock In Rio, com a Baby e o Pepeu Gomes

 Singela Homenagem do Programa Vivendo de Música ao Mestre Osvaldinho do Acordeon

  

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